“Nossa dívida vem caindo desde 2002 e continuará caindo. Uma meta é chegar ao final do próximo governo em algo como 30%, o que é muito bom, porque os demais países estão com aumento da dívida. A dívida pública está crescendo em todo lugar: Estados Unidos, União Europeia, etc., enquanto isso, estamos diminuindo nossa dívida.” Durante o governo Dilma, segundo Mantega, a expectativa é que a economia cresça a uma média anual de 6,1%.
O ministro também defendeu a mudança do parâmetro de indexação para o reajuste do preço de serviços, aluguéis e contas de luz. Segundo Mantega, o governo quer, gradativamente, substituir o Índice Geral de Preços (IGP), da Fundação Getulio Vargas, por outros como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo Mantega, o IGP sofre influência dos preços das commodities (matérias-primas cujos preços são fixados pelo mercado internacional). Mantega disse que, ao refletir preços internacionais, o IGP acaba trazendo distorções para o reajuste de preços dentro do país.
“Por exemplo, quando se fizeram as privatizações na área de energia, os contratos foram feitos com o IGP. À medida que estão vencendo esses contratos, ou novos contratos estão sendo realizados pelas novas concessões, não estamos mais usando o IGP, estamos usando outros indicadores, porque aí fica uma inflação mais estável e mais brasileira”, destacou.