O governo foi "traído" neste domingo, na votação do pedido de impeachment na Câmara dos Deputados. A principal "traição" veio de ex-ministros do governo Dilma Rousseff, como Mauro Lopes (PMDB-MG) e Alfredo Nascimento
(PR-AM).
Lopes tinha sido nomeado por Dilma, em 17 de março, para o comando da Secretaria da Aviação Civil (SAC) como uma última tentativa do Palácio do Planalto para manter o PMDB na base aliada. Com quase 80 anos de idade e cumprindo seu sexto mandato de deputado, ele insistiu em sua nomeação, afrontando decisão de seu partido, que havia proibido peemedebistas de assumirem cargos no governo federal por 30 dias.
O ex-ministro tinha se licenciado do cargo com a promessa ao governo de votar contra o impeachment. Após pressão do vice-presidente Michel Temer, contudo, Lopes decidiu se posicionar a favor do impedimento de sua ex-chefe.
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Já Alfredo Nascimento foi ministro do Transportes do primeiro governo Dilma Rousseff até 2011, quando foi demitido pela petista após denúncias sobre suposto esquema de superfaturamento em obras envolvendo servidores da Pasta. Antes de anunciar seu voto, ele informou que estava renunciando à presidência nacional do PR, que ocupava desde 2010, para poder votar a favor do impeachment da presidente Dilma.
As outras traições ao governo vieram de deputados cujos votos contra o impeachment eram dados como certo, entre eles, Giacobo (PR), Ricardo Barros (PP-PR), vice-líder do governo na Câmara e 2016 e Adail Carneiro (PP-CE). O governo também se surpreendeu com as traições no PDT. Até as 22h30min de sábado, o PDT tinha dado seis votos a favor do impeachment: Flávia Morais (GO), Giovani Cherini (RS), Hissa Abrahão (AM), Mário Heringer (MG), Sérgio Vidigal (ES) e Subtenente Gonzaga (MG).
Governo foi "traído" por dois ex-ministros e por vice-líder
Votos de Mauro Lopes (PMDB-MG) e Alfredo Nascimento (PR-AM) foram os mais sentidos