O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, destacou o bom entendimento com o consulado paraguaio para tornar uma antiga demanda realidade. “A permanência das embarcações no porto é um passivo ambiental e econômico bastante elevado”, disse. A remoção caberá aos novos proprietários das carcaças.
Os navios Mariscal José Félix Estigarribia e General Bernardino Caballero estão atracados no porto desde 1997. Segundo o titular da Superintendência de Portos e Hidrovias do Estado (SPH), Vanderlan Vasconselos, a remoção é uma necessidade porque nos porões das embarcações ainda existem substâncias oleosas em grande quantidade. Com a inclusão dos navios no patrimônio do Estado, será encaminhado o processo de retirada dessas substâncias.
De acordo com Vasconselos, o acordo foi possível graças às negociações da força-tarefa formada pelo governo estadual e Assembleia Legislativa. Os navios paraguaios foram retidos pela Marinha do Brasil no porto da Capital por não apresentarem condições seguras de navegação. Eles traziam trigo para o Rio Grande do Sul.