"Tem uma determinação clara da presidenta: os partidos têm sua independência respeitada pelo governo. Sobre qualquer disputa, não haverá qualquer interferência. Meu trabalho é buscar harmonizar. Trabalhar pela unidade", disse Ideli. "Nem interferir na disputa interna do partido nem será admitida que a disputa afete a manutenção do ministro, que é responsabilidade e determinação dela (presidente Dilma)", completou.
Ideli se reuniu hoje com os líderes da oposição na Câmara para discutir as votações, em uma articulação do presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS). A obstrução, ora dos aliados insatisfeitos com o governo, ora da oposição, tem dificultado as votações no plenário. A ministra acredita haver condições para a Câmara votar, a partir da próxima semana, o projeto que trata do ensino técnico, o Pronatec, e a proposta que aumenta a abrangência do Supersimples.
Os líderes do PSDB, Duarte Nogueira (SP), e do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), os dois que participaram do encontro, insistiram na votação da proposta que regulamenta a aplicação dos recursos da área da saúde, apelidada de emenda 29. "A ministra procurou ampliar o diálogo com a oposição. A oposição tem como prioridade número um concluir a votação da emenda 29 no mês de setembro. O presidente Marco Maia ficou com a responsabilidade de conduzir as conversas até a semana que vem", disse ACM Neto.
"Se houver segurança de que votaremos a emenda 29, mesmo que o governo não concorde, mas que haja o compromisso do presidente da Casa, muito provavelmente levantaremos a obstrução na semana que vem", disse o líder do DEM. O tucano Duarte Nogueira considerou que Marco Maia entende a posição dos líderes da oposição e deve colocar a proposta em votação no próximo mês.