Política

Governo prepara acordo no Senado para dividir ICMS entre estados

Medida vai equilibrar contas de governadores, segundo ministra Ideli Salvatti

Medida vai equilibrar contas de governadores, segundo ministra Ideli Salvatti
Medida vai equilibrar contas de governadores, segundo ministra Ideli Salvatti Foto : Moreira Matriz / Agência Senado / CP
O governo pretende ver aprovada nas próximas duas semanas matérias visando diminuir a guerra fiscal entre os estados. Nesta quinta-feira, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, anunciou que o Planalto está pronto para fazer um acordo com os líderes partidário com objetivo de votar três matérias relacionadas ao Pacto Federativo.

“Com este conjunto de medidas, atendemos boa parte das reivindicações dos governadores e os ajudará a ter maior equilíbrio das suas contas e maior capacidade de investimento”, afirmou Ideli, após debater e receber o aval para os projetos do ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Queremos que sejam votadas na próxima semana. Se não for possível, então, no mais tardar, até daqui a 15 dias, na terceira semana de abril”, projetou ela.

A primeira das matérias, que já está em discussão no Senado, é a do Projeto de Resolução 72 que prevê alíquota única de 4% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para produtos importados. A matéria trata da guerra fiscal entre os estados e é vista como importante pelo governo para evitar a concorrência dos produtos importados com os da indústria nacional.

ICMS pode ser dividido entre estados

O governo também quer ver votada a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do ICMS sobre o comércio eletrônico. Segundo a ministra, atualmente o imposto é cobrado somente no estado de origem da empresa. Com as mudanças que o governo quer ver aprovadas, o imposto passará a ser dividido entre o estado onde o produto é fabricado e o estado onde ele é consumido.

“O ICMS dividido entre os estados, no comércio eletrônico, equilibrará as contas de muitos estados”, afirmou a ministra.

Por fim, Ideli planeja incluir no conjunto de votações o projeto de lei que altera o indexador da dívida dos estados. Segundo ela, atualmente a dívida é corrigida pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) mais um percentual, que em alguns estados é 6% e, em outros, 9%. De acordo com a ministra, se aprovada a PEC, o indexador passará a ser a taxa Selic.

Ministra espera que situação de Demóstenes não atrapalhe votações

Ideli espera que as denúncias que envolvem o senador de Goiás Demóstenes Torres (sem partido) não afetem as votações. “Nós esperamos que o debate em torno do decoro não ocupe o espaço das votações de matérias de interesse para o país.”


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