O governo federal decidiu não reconduzir Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para o conselho de administração da Terracap. A estatal, que gere o patrimônio imobiliário de Brasília, pertence ao Distrito Federal, mas a União é acionista minoritária e, por isso, tem direito a indicações.
A informação foi publicada pelo SBT News e confirmada pelo Estadão. O Palácio do Planalto afirmou que a alteração da indicação decorre da saída de Marcola do governo.
"Os assentos de representação da União em conselhos públicos são destinados a servidores públicos formalmente nomeados, observados os requisitos legais e normativos aplicáveis. Todas as vagas ocupadas por pessoas que deixam a administração federal são sempre substituídas."
- Mendonça autoriza PF a abrir inquérito para apurar tráfico de influência de Lulinha no governo
- Alfredo Gaspar se diz “soldado do Nordeste e alguém simples, pronto para luta”
- TJ-SP nega cela especial a Deolane, presa por elo com Marcola do PCC
Marcola exercia cargo no colegiado da empresa desde 2023. Ele entrou na mira da Polícia Federal (PF) por ter recebido repasse financeiro de Roberta Luchsinger, suspeita de tráfico de influência junto com Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha. No conselho da Terracap, Marcola recebia R$ 12,4 mil mensais, além dos R$ 31,9 mil a que tinha direito pelo cargo na Presidência.