Política

Governo vê 'fracasso' de greve geral até o momento, diz Serraglio em entrevista

Segundo ministro da Justiça, pessoas não deixaram de ir trabalhar

Segundo ministro da Justiça, pessoas não deixaram de ir trabalhar
Segundo ministro da Justiça, pessoas não deixaram de ir trabalhar Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP
O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, afirmou que, até o momento, o governo avalia que o movimento de paralisações e protestos desta sexta-feira é um "fracasso". Segundo declarações feitas em entrevista à Rádio CBN, o ministro disse que as pessoas não estão deixando de ir ao trabalho, mas milhares estão sendo obstruídas por grupos de 15 a 20 pessoas de sindicatos e centrais sindicais.

"Estamos iniciando o dia, mas aparentemente é uma greve que inexiste, uma greve aparentemente dos sindicatos e centrais sindicais perturbados com a decisão do Congresso", afirmou, referindo-se à aprovação da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, que prevê o fim da contribuição sindical obrigatória.

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Serraglio disse que a organização sindical brasileira tem 17 mil grupos, o que indica que há muitos "cabides de emprego", já que apenas 18% dos trabalhadores brasileiros são sindicalizados.

O ministro ainda considerou que, se o movimento continuar fraco, o resultado da greve geral será negativo e atuará no sentido de fortalecer a necessidade da reforma da Previdência e não o contrário. "O governo tem noção clara que precisa tomar providências. Não é possível que tenhamos contas deficitárias. É preciso que algo seja feito e isso vem com as reformas", defendeu Serraglio.