Segundo a ministra, o governo "ficou chocado com o erro", considerado gravíssimo. "A presidente Dilma ficou perplexa. O erro foi muito grave mesmo", afirmou. Além da comissão de sindicância, um grupo de especialistas independentes irá avaliar a consistência da Pnad de 2013, para ver se há algum outro problema no estudo. Os nomes devem ser divulgados na próxima terça.
Cobranças
"Órgãos de dentro e de fora do governo fizeram pedidos de esclarecimentos ao IBGE ainda na quinta-feira, e aquilo alertou os técnicos de que havia problemas. Na manhã de sexta-feira fui informada pela primeira vez que o IBGE estava apurando erros na Pnad. No fim da manhã, a presidente do IBGE voltou a me procurar, desta vez com a certeza de que a Pnad estava errada e que o instituto já estava trabalhando com os dados corretos", disse Miriam Belchior. Ela reforçou hoje suas duras declarações de ontem.
A ministra do Planejamento admitiu que o caso ganha contornos políticos sérios por causa do período eleitoral. Faltam apenas 15 dias para o primeiro turno. "Acho que o período eleitoral aumenta a amplitude das coisas", disse Miriam.
Depois do posicionamento político, a ministra do Planejamento deixou a sede do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), onde ocorre entrevista coletiva. Essa entrevista foi determinada ontem pela própria presidente Dilma Rousseff para que fossem comentados os erros do IBGE. Ela deixou a coletiva acompanhada do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Thomas Traumann. Em seguida, os ministros do Desenvolvimento Social, Tereza Campello; da Educação, Henrique Paim; e da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri, permaneceram no auditório para comentar os números corrigidos da Pnad 2013.