O que já ficou definida é a criação de uma agência para coordenar, de maneira integrada, as ações de inteligência das polícias estadual e federal no combate ao crime organizado. "As organizações criminosas não tem fronteiras. É fundamental participarmos juntos", ressaltou o governador. Já o ministro destacou a importância do trabalho conjunto no setor de inteligência: "Não se combate o crime organizado sem inteligência."
As outras áreas de cooperação entre o governo federal e o de São Paulo envolvem a administração penitenciária - com a possibilidade da transferência de presos para presídios federais -; a contenção do crime organizado por ações empreendidas por vias rodoviária, marítima e aérea; o enfrentamento ao crack; cooperação das polícias científica e pericial, além da criação de um centro de comando dessas ações integradas.
José Eduardo Cardozo afirmou que não serão enviadas tropas federais para São Paulo, ressaltando que mais de 130 mil policiais já atuam no Estado. A ação integrada entre as inteligências dos dois governos tem por objetivo a produção de protocolos para "asfixiar financeiramente o crime organizado", ressaltou o ministro da Justiça. "Juntos, os governos estadual e federal são muito mais fortes no combate ao crime organizado", emendou o governador.
Além de Cardozo e Alckmin, participaram do encontro desta terça-feira os secretários Sidney Beraldo (Casa Civil), Antonio Ferreira Pinto (Segurança Pública) e Lourival Gomes (Administração Penitenciária), além de membros da cúpula das polícias Federal, Militar e Civil e representantes do Ministério Público e da Administração Penitenciária.