Política

Grupo bloqueia parte da avenida Paulista para pedir saída de Temer

Protesto em São Paulo exige prisão de Jucá e denuncia restrições de gastos nas medidas econômicas

Protesto em São Paulo exige prisão de Jucá e denuncia restrições de gastos nas medidas econômicas
Protesto em São Paulo exige prisão de Jucá e denuncia restrições de gastos nas medidas econômicas Foto : Rovena Rosa / ABr / CP
Movimentos sociais da Frente Brasil Popular iniciaram uma manifestação por volta das 18h desta quarta-feira no vão Livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) pedindo a saída do presidente interino Michel Temer. Os manifestantes também pedem a prisão do ministro licenciado Romero Jucá e criticam as medidas econômicas anunciadas pelo governo federal, que incluem restrições aos gastos em Saúde e Educação.

Além da Central dos Movimentos Populares, participam do protesto militantes do Levante Popular da Juventude, do PT, Marcha Mundial das Mulheres e da Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB). Os manifestantes interromperam quatro das oito faixas da avenida Paulista e pretendem se deslocar no sentido centro da cidade.

“O mote nosso é não ao golpe, fora Temer e nenhum direito a menos. O governo Temer, provisório, interino, está aplicando uma receita neoliberal”, disse o coordenador geral da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bomfim. “É o programa mais neoliberal e conservador do século 21 no Brasil. O presidente Temer pede pacificação, pede trégua, mas, de outro lado, apresenta um projeto que terá reação da sociedade civil organizada, principalmente dos trabalhadores”, acrescentou.

Segundo o coordenador da CMP, as mobilizações contra Temer nas ruas deverão aumentar a partir de agora, em razão da divulgação das gravações do ministro licenciado Romero Jucá. Uma grande manifestação está agendada para o próximo dia 10, quando os movimentos populares esperam a presença de mais de 100 mil pessoas na Avenida Paulista.

O jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem mostrando que, em conversas gravadas em março, Romero Jucá sugeriu ao ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, um pacto para impedir o avanço da Operação Lava Jato sobre o PMDB, partido do ministro. O pacto envolvia o afastamento da presidenta Dilma Rousseff.