Política

Grupo protesta contra Temer e reformas em Porto Alegre

Ato foi classificado de "esquenta" para greve geral convocada para 30 de junho

Grupo realizou "esquenta" para greve geral convocada para 30 de junho
Grupo realizou "esquenta" para greve geral convocada para 30 de junho Foto : Mauro Schaefer
Centenas de manifestantes se reuniram na Esquina Democrática, no final da tarde desta terça-feira, em ato contra as reformas da Previdência e trabalhista. Além disso, o grupo também pediu a renúncia do presidente Michel Temer. A marcha foi organizada pela Central Sindical Popular (CSP-Conlutas) e pelo Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Rio Grande do Sul (Sintrajufe/RS),.

Conforme o diretor do Sintrajufe/RS e do Fórum em Defesa da Previdência, Cristiano Moreira, o ato foi um “esquenta” para a Greve Geral do dia 30 de junho, que está sendo convocada por diversas centrais sindicais. A concentração para o ato “Fora Temer” - contra as reformas, iniciou às 17h30min na esquina da avenida Borges de Medeiros com a rua dos Andradas, no Centro Histórico de Porto Alegre. Pouco antes das 19h, o grupo iniciou caminhada pela Borges de Medeiros em direção ao Largo Zumbi dos Palmares (Epatur).

Por volta das 20h o ato foi encerrado na avenida Loureiro da Silva, próximo ao cruzamento com a rua José do Patrocínio. Neste momento, lideranças sindicais e parlamentares como o deputado Pedro Ruas (PSol) e o vereador Roberto Robaina (PSol), se revezaram no carro de som para dialogar com os manifestantes e convocar estudantes, trabalhadores e movimentos sociais para a Greve Geral do dia 30 de junho.

De acordo com o dirigente estadual da CSP-Conlutas, Érico Correa, a expectativa é que a Greve Geral do dia 30 seja semelhante ou maior à do dia 28 de abril, realizada em diversas capitais do Brasil. “Estamos mobilizados e vamos nos reunir com diversas categorias, inclusive com os metroviários e rodoviários, nós queremos fazer uma grande mobilização”, afirmou. Segundo ele, é necessário colocar os trabalhadores na rua para que seja possível barrar as reformas da Previdência e trabalhista. “É preciso que a população entenda que nós só vamos conseguir barrar as reformas se o povo estiver na rua”, ressaltou Correa.