Política

Guedes diz que governo democrático vai abandonar “legislação fascista da CLT”

Ministro da Economia quer ampliar número de trabalhadores no mercado formal e criticou Refis

Guedes anunciou indicativos da nova política econômica
Guedes anunciou indicativos da nova política econômica Foto : Carl de Souza / AFP / CP
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo de Jair Bolsonaro “vai inovar e abandonar a legislação fascista” da CLT, em referência à criação da carteira de trabalho verde e amarela. Segundo ele, o objetivo é absorver pessoas que hoje estão no mercado informal de trabalho e “libertar” os trabalhadores do sistema de repartição da Previdência, pelo qual os ativos contribuem e bancam o pagamento de benefícios de aposentados.

“Nossa nova previdência tem encontro marcado ali na frente também, temos que libertar futuras gerações desse regime trabalhista e previdenciário que temos hoje”, disse Guedes. “O sistema de repartição traz várias bombas, bomba demográfica, bomba do financiamento, muita gente ganha e não contribui, temos que separar assistência de previdência”, afirmou.

Na cerimônia em que foi empossado, Guedes afirmou que há uma série de investidores querendo entrar no País e participar do processo de concessões e privatizações, mas o Brasil tem “enorme dificuldade em desregulamentar o capital de fora”.

O ministro citou que a abertura comercial é “tridimensional”, que inclui comércio de bens e serviços, novas tecnologias e investimento estrangeiro direto. Segundo ele, quanto mais fechada a economia, maior é a corrupção e a venda de favores: “Mensalão, petrolão, ocorreram em empresas públicas. Esse é o questionamento, 'lá embaixo' estão perguntando onde estávamos quando o Brasil era saqueado?”, disse o ministro.

Guedes afirmou que há hoje R$ 1 trilhão em tributos não pagos por contencioso e R$ 300 bilhões em desoneração de tributos. “Quem sabe se imposto fosse mais baixo todo mundo pagava? Não tinha Refis? Aliás, acabar com Refis é prioridade”, disse.