Política

Haddad diz ao 'Le Monde' acreditar em crescimento médio anual de 3% durante mandato de Lula

Brasil pode atingir crescimento de 3% ao ano, afirma Ministro da Fazenda durante gestão de Lula

Ministro da Fazenda diz que nova opção de financiamento rural deve ser anunciada por Lula
Ministro da Fazenda diz que nova opção de financiamento rural deve ser anunciada por Lula Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Em entrevista ao jornal francês Le Monde, publicada nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que acredita que o Brasil pode conseguir um crescimento anual médio de 3% durante o mandato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que termina em 2027. Ele comentou que "nosso dinamismo é subestimado pela maioria dos analistas" e recordou previsões fracas sobre 2023 que não se concretizaram. Haddad foi questionado sobre os efeitos das inundações no Rio Grande do Sul na economia brasileira. Segundo ele, trata-se de "um golpe duro", pois o Estado responde por 8% da riqueza nacional e é um grande produtor agrícola e industrial. Ele afirmou que o governo federal está determinado a garantir que não falte nada para a reconstrução, qualificando o quadro como "um oceano de desafios".

O ministro ainda disse que o atual governo recebeu a "herança da tragédia econômica dos anos do presidente Jair Bolsonaro", com inflação alta e crescimento fraco. "Nós temos contornado a situação apesar de um contexto internacional difícil", comentou Haddad, mencionando os juros elevados do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e seu peso no crescimento brasileiro. "Eu acredito em 'milagres', mas é preciso levar em conta os freios externos", argumentou. Haddad ainda celebrou a aprovação de uma reforma fiscal e também mencionou um plano de transformação ecológica, lutando contra o desmatamento e para ampliar energias verdes.

Questionado no fim da entrevista sobre a possibilidade de ser presidente, Haddad afirmou que não fica pensando em qual cadeira pode ocupar adiante. "Meu trabalho já é suficientemente complexo para que eu nem pense mais no que vem depois", concluiu.