Após a reportagem desta sexta do jornal O Estado de S.Paulo, de que teria aprovado contrato de R$ 30 milhões com a prefeitura de Canoas para a construção de casas a sem-terra que ocupavam terreno próximo à construção da BR 448, a presidente Dilma Rousseff decidiu que não tinha mais condições de mantê-lo no cargo.
Nessa quarta-feira, o governador Tarso Genro falou sobre as denúncias envolvendo o departamento e afirmou, em entrevista na na Associação das Emissoras de Rádio e Televisão (Agert), acreditar na inocência de Hideraldo Caron. Nesse mesmo dia três servidores do Dnit foram exonerados e se juntaram a outros 10 já oficialmente demitidos.
Quando foi diretor-geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) do Rio Grande do Sul, Hideraldo Caron, teve as contas consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado por três anos seguidos, de 1999 a 2001. Caron é um dos poucos diretores do Dnit que foi indicado pelo PT e não pelo PR, que comandava a pasta até o início deste mês.
Desde o julgamento das contas, ocorrido entre 2004 e 2005, Caron luta na Justiça para se livrar de multas e ressarcimentos impostos pelo órgão, num total de R$ 255 mil. O processo de tomada de contas de 1999 apontou, entre outras falhas, divergência entre o valor contábil da dívida e seu montante efetivo; ausência de informações quanto ao valor dos processos trabalhistas em fase final; servidores em atividades distintas dos cargos ocupados, e prorrogação de contrato extinto.