Política

Hospital envolvido em suposto desvio de emendas parlamentares suspende contrato com empresa alvo da PF

Contrato entre o hospital Ana Nery e a empresa determinava 6% dos repasses recebidos pela unidade de saúde

Hospital Ana Nery, de Santa Cruz do Sul, rescindiu contrato com a empresa CAF Representação e Intermediação de Negócios após operação da PF
Hospital Ana Nery, de Santa Cruz do Sul, rescindiu contrato com a empresa CAF Representação e Intermediação de Negócios após operação da PF Foto : Divulgação / PF / CP

O Hospital Ana Nery, de Santa do Cruz do Sul, informou neste sábado que rescindiu o contrato com a empresa CAF Representação e Intermediação de Negócios. A companhia e o hospital estão na mira da Polícia Federal (PF) por suposto desvio de emendas parlamentares.

Em nota, a instituição afirma que “ao tomar conhecimento dos fatos apurados na Operação EmendaFest, decidiu pela imediata rescisão do contrato firmado”, alegando ainda “compromisso de zelar pela transparência, ética e responsabilidade na gestão da instituição”.

O hospital é centro da operação deflagrada na última sexta-feira, após investigações apontarem para um suposto acerto de propina nas emendas enviadas à instituição. O acordo era firmado entre o empresário ligado à CAF Representação e Intermediação, Cliver André Fiegenbaum, e o chefe de gabinete do deputado federal gaúcho Afonso Motta (PDT), Lino Rogério da Silva.

Em manifestação após desdobramentos da investigação, o deputado afirmou desconhecer o suposto esquema.

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A negociação foi registrada em contrato que determinava os 6% de repasse. A unidade de saúde teria fechado o contrato com a empresa do lobista para “captação de recursos através de indicação de emendas parlamentares”. O hospital repassou pelo menos R$ 509 mil à companhia ligada a Fiegenbaum.

A Polícia Federal apontou ainda o envolvimento de funcionários do hospital, que teriam atuado para acobertar e facilitar o esquema.

Fiegenbaum era ex-diretor administrativo da Metroplan. Sua exoneração foi confirmada no Diário Oficial de sexta-feira, após pedido de afastamento, ainda na quinta, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).