Política

Hugo Motta discute com Carlos Jordy: “Não funciono sob ameaça”

Deputados discutiram sobre destaque do PL à PEC dos precatórios

Presidente da Câmara não aceitou fazer mudança em procedimento
Presidente da Câmara não aceitou fazer mudança em procedimento Foto : Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), discutiu com Carlos Jordy (PL-RJ) durante a votação da PEC dos precatórios, na sessão da terça-feira. O bate-boca iniciou quando Jordy pediu a palavra para questionar Motta sobre um destaque sugerido pelo Partido Liberal (PL), que, segundo o deputado, era 'muito importante' para a sigla.

O presidente da Câmara respondeu que a proposta havia sido retirada pelo próprio líder do PL, o deputado Sóstenes Cavalcante. Jordy rebateu e declarou que havia acabado de falar com Sóstenes, o que deu início à discussão.

Em determinado momento, o presidente da Câmara elevou o tom de voz com o parlamentar: “Eu não funciono sob ameaça”, declarou.

A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos nesta terça-feira, 15, uma proposta de emenda constitucional (PEC) que permite ao governo retirar os gastos com precatórios (dívidas judiciais da União) do limite de despesas do arcabouço fiscal a partir do ano que vem.

A medida prevê ainda que esses gastos voltem a ser computados na meta fiscal em 2027, a uma velocidade de 10% ao ano - o que pode retardar em dez anos a incorporação total dessas despesas bilionárias no resultado das contas públicas.

Foram 404 votos favoráveis, 67 contrários e três abstenções no primeiro turno; no segundo, 367 favoráveis e 97 contrários. Os destaques foram rejeitados e o texto retorna ao Senado Federal.