“A partir de agora há um risco de comprometimento”, avaliou Schmitt, sobre o alargamento da via, que precisa estar pronto para o Mundial do ano que vem. Conforme o secretário, a ideia é “buscar um entendimento” mostrando a grupos contrários a necessidade da duplicação. Manifestantes iniciaram, nesta quinta, acampamento na região com o objetivo de inviabilizar as remoções.
Já o Ministério Público gaúcho (MP) ingressou com recurso judicial visando a reverter a decisão da juíza Nadja Mara Zanella, da 10ª Vara da Fazenda Pública, que autorizou a derrubada. A magistrada autorizou os cortes das 93 árvores porque estão em trecho fora dos limites sugeridos na ação civil pública movida pelo MP pedindo a instalação do Corredor Parque do Gasômetro.
A mesma decisão mantém suspensa a licença de duplicação da Beira-Rio - e por consequência a derrubada de árvores - no trecho da avenida Presidente João Goulart, entre a rua General Portinho e até o limite da futura Rótula da Edvaldo Pereira Paiva. Nesse ponto, durante a derrubada de árvores, em fevereiro, houve protesto de manifestantes contrários à retirada dos vegetais.