Apesar de ser uma democracia, o Japão tem um sistema político um pouco diferente ao do Brasil. Ao invés do presidente, há o primeiro ministro como representante. Porém, ele não é escolhido de forma direta pela população, mas pelo Parlamento.
Chamado de "Dieta Nacional", o Parlamento japonês é formado pela Câmara dos Representantes, o que corresponderia aos deputados federais, e pela Câmara dos Conselheiros, que seriam os senadores. Esses sim são escolhidos pelo voto direto do povo, com mandato de quatro anos. A última eleição inclusive ocorreu em outubro passado, sendo que oito partidos têm atualmente representação.
Nesse sistema, é o poder Legislativo que concentra a política nacional, visto que ele tem o poder de trocar o primeiro-ministro em momentos de crise.
E o Parlamento, assim como no Brasil, reúne as duas casas políticas (Câmara e Senado) em um prédio imponente. Localizado bem no centro de Tóquio, ele se destaca pela grandiosidade, como um importante símbolo de poder.
A estrutura demorou 17 anos para ser erguida, ficando pronta em 1936. Durante a II Guerra Mundial parte da cidade foi destruída, porém, o Parlamento permaneceu intacto, o que foi entendido como um gesto de respeito.
Neste contexto, há ainda a figura do imperador, que tem um simbolismo de representação, mas não de intervenção política. Atualmente, é Naruhito que está no trono desde maio de 2019, sendo o 126° monarca.
Em tempo 1: No plenário, os políticos não podem usar nem celular e nem tablet. Concentração total. E a votação é manual e individual, nada de votação simbólica.
Em tempo 2: Mesmo não interferindo politicamente, a família imperial tem um espaço reservado no plenário e em destaque.
Em tempo 3: o prédio do Parlamento recebe diariamente a visita de estudantes, podendo chegar a nove mil.