Política

Imprensa internacional destaca que aumenta a pressão para Temer deixar o governo

Mídia britânica alerta que crise brasileira está se desenvolvendo "rapidamente"

Mídia britânica alerta que crise brasileira está se desenvolvendo "rapidamente"
Mídia britânica alerta que crise brasileira está se desenvolvendo "rapidamente" Foto : Evaristo Sa / AFP / CP
A imprensa internacional segue repercutindo os desdobramentos da mais recente crise política no Brasil, que atinge diretamente o presidente da República, Michel Temer. A Associated Press destacou que os pedidos pela renúncia ou impeachment de Temer "ganharam voz", com a informação de que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu protocolar na Câmara pedido de impeachment. A AP também apontou que um grande protesto contra o presidente deve ocorrer em São Paulo e em outros locais do País neste domingo.

A agência de notícias ainda disse que o presidente está "cercado" desde o momento em que foram divulgadas as primeiras informações de que teria concordado, em gravação, com o pagamento de subornos ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Já a britânica BBC fez uma análise em que aponta que Temer "está ganhando tempo" ao pedir para que o STF suspenda as investigações até que o áudio da conversa com Joesley Batista, da gigante de carnes JBS, seja verificado. "A decisão do juiz Edson Fachin de pedir a verificação do áudio pode dar à Temer algum espaço para respirar", destaca.

No entanto, a mídia do Reino Unido alerta que a crise está se desenvolvendo "rapidamente", com o primeiro partido da coalizão já tendo decidido deixar o governo no sábado, e que outros membros da coalizão analisam se é o momento de "abandonar o barco". "Enquanto o presidente luta para permanecer em seu mandato, as elites política e econômica já discutem o dia de amanhã - e os possíveis cenários", afirma a BCC.

O jornal argentino Clarín destacou que o principal partido aliado de Michel Temer, o PSDB, deve realizar uma reunião de emergência neste domingo para discutir se sai ou não do governo e que a decisão pode definir a continuidade do mandato de Temer.

"Se o partido decidir abandonar a aliança e retirar seus ministros do governo, Temer ficará praticamente sem sustentação, no ar. Nesse caso, não lhe restariam chances de continuar na presidência do Brasil", segundo o Clarín.