A indefinição sobre as alianças envolvendo a base de apoio da governadora Yeda Crusius (PSDB) está interferindo diretamente na composição do novo Secretariado do Executivo estadual. Ontem, 12 secretários de Yeda - alguns com mais de dois anos na administração - deixaram suas funções para concorrer a cargo eletivo. A governadora, que ainda não nomeou os novos titulares, decidiu manter os secretários-adjuntos nas funções.
No momento, integrantes da base do governo, PPS e PP evitam oficializar a coligação com o PSDB, ganhando tempo para negociar mais espaço no Executivo. Apesar de adiantadas, as negociações com as siglas continuam durante o mês de abril. Sem garantia de que membros do PPS e progressistas integrarão a aliança, a cúpula tucana analisará durante a Páscoa nomes para recompor as peças do governo. Na próxima semana, lideranças de PP e PPS se encontram com o presidente estadual do PSDB, Cláudio Diaz, para apresentar uma lista com os nomes de possíveis substitutos.
Considerada o coração do governo, a Casa Civil poderá passar das mãos dos progressistas para o PPS ou o PSDB. O presidente da CEEE, Sérgio Camps de Moraes (PPS), é um dos cotados para o cargo. Se confirmada a troca, o PP ganhará pelo menos mais uma secretaria.
Nos bastidores também se cogita a possibilidade de promover um rodízio entre os que ficaram no governo. Por enquanto, os secretários-adjuntos devem ser mantidos à frente das Pastas. A permanência dos substitutos indicados por PP e PPS, entretanto, reforça a ideia de que os dois partidos deverão fazer parte da chapa de Yeda e acompanhar a candidatura à reeleição da tucana.
Indefinição nas alianças dificulta novo Secretariado
Governadora ainda não nomeou novos titulares