Política

Indicação ao TCE divide petistas

A provável aprovação do projeto de resolução que estabelece o rodízio entre as quatro maiores bancadas do Legislativo na indicação de conselheiros ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) já configurou um racha na bancada estadual do PT

A provável aprovação do projeto de resolução que estabelece o rodízio entre as quatro maiores bancadas do Legislativo na indicação de conselheiros ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) já configurou um racha na bancada estadual do PT.

Os petistas deverão iniciar o rodízio com o apontamento do substituto do conselheiro Victor Faccioni, que se aposentará ainda em 2011. E, no momento, os 14 votos de deputados petistas estão divididos entre três candidatos já colocados: Guilherme Cassel, Estilac Xavier e Maritânia Dallagnoll. O assessor de comunicação do TCE, Marcos Rolim, que, acredita-se estar enfraquecido na disputa por conta do vazamento de uma carta enviada por e-mail em que ele pedia apoio político, continua sendo uma possibilidade, porém, remota. "Vai ser preciso um acordo entre dois grupos, pelo menos. Sozinha, nenhuma corrente deve ter condições de bancar a sua indicação", disse um deputado petista.

O ex-ministro Cassel, atualmente diretor do Banrisul, teria cinco votos dos parlamentares da Democracia Socialista (DS). O secretário-geral do Piratini, Estilac Xavier, tem o apoio de Tarso Genro. Cogita-se a hipótese de a líder do governo, Miriam Marroni, apoiar Estilac. Ela seria acompanhada por Nelsinho Metalúrgico no voto.

Já a advogada do PT, Maritânia Dallagnoll, teria se aproximado dos deputados Altemir Tortelli, Ana Affonso e Alexandre Lindenmeyer. Resta saber o posicionamento do presidente da Assembleia, Adão Villaverde, que possui relação estreita com a maioria da bancada. "Além desses nomes, mais um ou dois companheiros vão pleitear a vaga", disse um petista.


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