De acordo com Fortunati, a criação do Imesf possibilitará ampliar a cobertura do atendimento de 21% para 50% até o final de 2012. Hoje a gestão da saúde da família está a cargo da Fundação Instituto de Cardiologia. “Tenho convicção de que o Imesf e outras medidas que estamos tomando, como a abertura de hospitais, atenuarão o problema da saúde, que não se resolve sem essas parcerias”, enfatizou.
O projeto foi aprovado em fevereiro na Câmara de Vereadores. A discussão no Legislativo foi marcada por polêmicas. Entre os pontos conflitantes estão a situação dos cerca de 800 funcionários que atuam na saúde da família - com exceção de 285 agentes comunitários -, que terão de prestar concurso público; e o modo de contratação previsto no projeto, que será via CLT e não em regime estatutário.
Entidades contrárias ao Imesf pretendem recorrer. “Tão logo seja publicado no Diário Oficial, vamos ingressar na Justiça com uma ação direta de inconstitucionalidade”, disse o presidente do Sindicato Médico do RS (Simers), Paulo de Argolo Mendes. Segundo ele, a entidade também irá ingressar com uma ação na Justiça comum, porque a criação do instituto, conforme Argolo, estaria em conflito com a Lei Orgânica do município.