Os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) integrantes da força tarefa da operação Lava Jato, que completou nessa sexta-feira três anos, destacaram o momento de ápice, mas delicado pelo qual passa a operação, em função da magnitude que atingiu e da ameaça que se transformou ao status quo vigente em Brasília, o que está gerando fortes reações.
Os procuradores aproveitaram coletiva de balanço sobre a data para realizar alerta à população e fazer investida às articulações que têm marcado os bastidores no Congresso Nacional. Uma das manifestações mais incisivas foi protagonizada por Carlos Fernando dos Santos Lima. Segundo ele, “basta uma noite no Congresso Nacional e toda a investigação pode cair por terra”. E emendou: “Temos boa parte do Legislativo e do Executivo contra a Lava Jato”.
Santos Lima e o colega Deltan Dallagnol, um dos mais atacados por políticos pela atuação nas investigações, criticaram ainda a tentativa de viabilizar proposta de anistia ao caixa 2 que está em tramitação no Congresso. Apesar de sustentar que a Lava Jato está levando à mudança no entendimento de que o crime compensa, Dallagnol afirmou que ainda não consegue avaliar se a operação fez o Brasil sair dos trilhos da corrupção ou se voltará à prática.
Integrantes da Lava Jato temem ações do Congresso
Deflagrada há três anos, operação passa por momento de ápice