Para a presidente, a melhor forma de resistir à crise econômica "é não ficar de braços cruzados, não nos atemorizar, mas continuar consumindo, produzindo, investindo em infraestrutura", afirmou ela, em uma referência à obra do estaleiro, na qual o governo federal investirá R$ 432,3 milhões.
Além da obra, foi anunciado um protocolo de intenções para liberação de R$ 1,5 bilhão - dos quais R$ 900 milhões do governo federal e R$ 600 milhões do estadual - para a modernização da hidrovia. "Nós estamos aqui gastando nosso dinheiro em parcerias público-privadas, entre governo federal e governo estadual, para criarmos desenvolvimento, empregos e renda no nosso país. E isso nos torna forte, porque sabemos que é a melhor forma de resistir à crise."
Estaleiro
Em rápido discurso, Dilma lembrou que a obra é a primeira de um estaleiro a ser feita em uma cidade do interior do país, já que a indústria naval brasileira está situada nas cidades costeiras. "A gente mostra que é possível utilizar os rios para produzir, transportar e criar empregos numa cadeia complexa, que vai da agricultura ao estaleiro."
O estaleiro deve produzir 20 comboios com empurradores e barcaças com capacidade de transporte de 4 bilhões de litros por ano de etanol. Para a presidente, a obra é ainda um exemplo da estratégia do governo para "ampliar a força do mercado interno de um país continental, que é a grande diferença em relação a tantos outros".
Parceria
Dilma reeditou o clima amistoso com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), comum nos últimos encontros públicos entre ambos, e lembrou que os investimentos na hidrovia serão feitos em parceria entre os governos federal e estadual. "Nós estamos ancorando nessa parceria com o governo de São Paulo, que se expressou dias atrás no cartão do Bolsa-Família."
Já Alckmin, com quem Dilma seguiu para São Paulo, afirmou ter ficado "entusiasmado com o empenho da presidente com a hidrovia". Ele lembrou que a ampliação do sistema modal deverá ampliar de 1% para até 6% o transporte hidroviário de cargas no Estado.