O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta quarta-feira que as investigações da Polícia Federal (PF) de parlamentares envolvidos na Operação Lava Jato ainda devem levar mais de 60 dias. Esta semana a PF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais prazo para concluir o inquérito policial. Segundo o procurador-geral, o regimento interno do Supremo prevê prorrogações de 30 e 60 dias. "Mas acho difícil ainda concluir nos próximos 60 dias; investigação é isso". Janot ressaltou que o Ministério Público está avaliando o pedido da PF e deve devolvê-lo, até amanhã, ao ministro Teori Zavascki, relator do processo no STF.
"A tendência será conceder mais prazo porque são várias diligências ainda a serem realizadas. As investigações estão seguindo o curso normal, mas ela será demorada. É difícil estabelecer prazo, pois temos inquéritos mais
avançados que outros e diligências mais e menos complexas". O procurador-geral participou hoje, no Ministério da Justiça, da assinatura do acordo de repatriação pela Suiça de mais de R$ 60 milhões ao Brasil. O valor é relacionado aos crimes apurados na Operação Anaconda da PF, deflagrada em 2003.
Na ocasião o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, falou sobre o mandado de prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. "Como todas as operações da PF sou avisado no momento da deflagração, aquele momento em que o mandado já está pronto para ser executado, para a ação. Hoje o diretor da PF me comunicou pessoalmente por volta das 6h30 e eu, então, informei à presidenta Dilma Rousseff".
Janot acha difícil concluir investigações da Lava Jato nos próximos 60 dias
Polícia Federal pediu mais prazo ao STF para concluir o inquérito policial