Política

Janot acredita que executivos irão abrir jogo sobre corrupção na Petrobras

Procurador da República afirmou que R$ 700 milhões dos empreiteiros foram bloqueados

Janot acredita que executivos irão abrir jogo sobre corrupção na Petrobras
Janot acredita que executivos irão abrir jogo sobre corrupção na Petrobras Foto : Wilson Dias / Agência Brasil / CP Memória
O procurador-geral da República Rodrigo Janot concedeu uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo e em matéria publicada nesta segunda-feira e ele diz acreditar que os executivos envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras irão abrir o jogo. Segundo Janot, o processo será como um rastilho de pólvora. "Quando um começa falar, o outro diz: 'vai sobrar para mim'? E aí todos começam a falar mesmo", explicou.

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Janot ainda não sabe precisar se uma quadrilha estava operando o esquema de corrupção na Petrobras. "Em princípio sim. Tudo indica que sim, mas ainda é muito cedo para falar ainda", afirmou à Folha de São Paulo.

Conforme Janot, cerca de R$ 700 milhões dos empreiteiros estão bloqueados. O procurador até comentou a possibilidade de um acordo em caso de delação premiada. "Se as empresas vierem (fazer a delação), nas cláusulas de acordo, vamos colocar a exigência para a construção de presídios", relatou

O procurador-geral da República afirmou que a investigação gira em torno do pagamento de propina com dinheiro desviado da Petrobras. "As empreiteiras faziam o retalho das licitações. O teu lote é aquele, o teu lote é aquele outro. Eu pego o meu lucro, engordo ele, os outros engordam mais", acrescentou.

Nova etapa de depoimentos


Nesse domingo, os 23 empresários presos durante a Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal (PF), passaram por exame de corpo de delito na Superintendência da PF em Curitiba, no Paraná. Ontem, o ex-diretor-presidente da Queiroz Galvão Ildelfonso Colares Filho prestou depoimento. Hoje, está prevista uma nova etapa de oitivas.

Nessa etapa da Operação Lava Jato, a PF executou o mandado de prisão preventiva de seis pessoas e de prisão temporária de outros 17 acusados. Entre eles, estão presidentes e ex-executivos de construtoras com negócios com o setor público e presentes na lista de maiores doadoras de campanhas eleitorais. Eles estão na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde a madrugada deste sábado. Os 23 presos até agora estão em um espaço onde ficam as duas celas do prédio. Alguns tiveram que dormir em colchões no chão e comeram a comida fornecida pela polícia.