Ao sair de reunião realizada na manhã desta segunda-feira com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que os dois não trataram do vazamento do anexo de delação da Odebrecht. Segundo Janot, a conversa foi sobre a criação de um grupo formado por Polícia Federal e Ministério Público para atuação em uma "investigação do Rio de Janeiro".
Mais cedo, Moraes e Janot tiveram uma reunião de 35 minutos pela manhã na sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília. O encontro ocorreu após vazamentos relacionados à delação da Odebrecht lançarem suspeitas sobre pagamentos da empreiteira ao presidente Michel Temer e à cúpula do governo.
A reunião não constou da agenda do ministro da Justiça desta segunda-feira. A assessoria do ministro informou que ele cumpriria agenda em São Paulo a partir das 12 horas. No entanto, Moraes entrou no gabinete do procurador-geral da República às 11h45min. Abordado, o ministro não respondeu perguntas de jornalistas na saída.
Na manhã desta segunda-feira, antes da audiência na PGR, Moraes também teve reunião com o presidente Michel Temer.
No domingo, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que aliados do presidente da República pretendem reforçar, durante estas semanas críticas ao vazamento do anexo de delação premiada do executivo Cláudio Melo Filho, da Odebrecht, em um esforço para tentar anular o acordo. Uma reunião de emergência foi realizada na noite de domingo no Palácio do Jaburu. O escalado, inicialmente, para fazer as críticas ao vazamento foi o senador Romero Jucá (PMDB-RR).
No sábado, Janot informou que iria solicitar uma investigação para apurar o vazamento de anexo de delação da Odebrecht.
Janot diz que vazamento de conteúdo de delação não foi tratado com ministro
Procurador revelou que conversa foi sobre criação de grupo da PF com o MP para investigação no Rio