Segundo o advogado, com a representação do PSOL contra a deputada, diretamente no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar a respeito dos mesmos fatos, a investigação na Corregedoria deve ser arquivada. Na petição, ele argumentou que um mesmo fato não pode gerar mais de uma ação penal. “A deputada Jaqueline Roriz está sendo duas vezes alvo de representação pelos mesmos fatos.”
O advogado informou que, na terça, entregará ao relator do processo no Conselho de Ética, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e ao presidente, deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), uma defesa prévia de Jaqueline Roriz. Ele disse que, na linha da defesa, uma das questões que pode ser discutida é que as denúncias foram anteriores ao mandato da deputada.
Sobre a recusa pelo Departamento Médico da Câmara de atestado de saúde apresentado pela deputada na semana passada, Alckmin informou que no momento sua cliente não está em condições psicológicas de voltar ao trabalho, inclusive por causa do estado de saúde do pai dela, o ex-governador Joaquim Roriz. Alckmin disse que os médicos da sua cliente vão prestar os esclarecimentos necessários e que ela está à disposição para passar por uma perícia.
Jaqueline é acusada de envolvimento no mensalão do DEM, denunciado por Durval Barbosa, na época secretário de Relações Institucionais do governo distrital, administrado pelo pai da deputada, Joaquim Roriz. Ela admitiu que recebeu dinheiro de Barbosa para sua campanha. No vídeo gravado pelo ex-secretário, a deputada e seu companheiro, Manoel Neto, recebem R$ 50 mil de Barbosa, em 2006.