Segundo Dias, o objetivo do almoço era discutir com o ministro o projeto de criação da "Comissão da Verdade", em relação à qual Dilma pediu empenho especial a Jobim. A comissão vai tomar depoimentos que ajudem a esclarecer a repressão realizada durante a ditadura militar e a localizar o paradeiro de corpos de presos políticos. "Quem defende a comissão da verdade, só pode dizer a verdade", provocou Álvaro Dias, sobre a afirmação de Jobim de que suas declarações à Revista Piauí foram "tiradas de contexto".
Dias explicou que o almoço com Jobim estava programado há mais de um mês, já que o ministro buscava o apoio da oposição ao projeto e já conseguiu se reunir com o DEM. Mas o encontro com o PSDB foi adiado várias vezes. Numa delas, ambas as partes optaram pelo adiamento para evitar constrangimentos, diante da proximidade da data com a revelação do voto de Jobim em Serra.
Na entrevista à Piauí, Jobim chama o governo Dilma de "atrapalhado", diz que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, é "fraquinha" e que a da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, "não conhece Brasília". A presidente Dilma Rousseff decidiu demiti-lo do Ministério da Defesa hoje.