“Nunca escondi de ninguém. Além disso, se tratava de uma relação exclusivamente profissional. Lembrando que meu cliente, em todos os processos, era a Absinto (outra casa noturna). Nunca defendi o Mauro Hoffmann”, destacou ele, referindo-se ao seu ex-cliente, que está preso provisoriamente desde a tragédia, em 27 de janeiro. Quase 240 pessoas morreram em decorrência do incêndio.
O tucano ainda mostrou um documento comprovando um afastamento voluntário da comissão. “Eu renunciei ao cargo e aqui esta a prova, ninguém me destituiu”, afirmou. "E o fiz por causa dos comentários maldosos que começaram a surgir”, acrescentou. Questionado se Hoffmann teria, em algum momento, pedido para que fizesse uso do cargo para advogar em favor da Kiss, Pozzobom foi veemente: “É evidente que não, porque nós já havíamos comunicado a ele que abandonaríamos todos os processos, em hipótese alguma. Eu vou insistir novamente, eu perdi pessoas”, encerrou.
Instalada ontem, a Comissão de Representação Externa agora é presidida pelo deputado Paulo Odone (PPS), que também é vice-presidente da Casa. O prazo regimental de duração dos trabalhos é de 30 dias.