Juíza substituta de Sérgio Moro relata que também teve celular invadido por hackers
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Juíza substituta de Sérgio Moro relata que também teve celular invadido por hackers

Gabriela Hardt condenou Lula a 12 anos e 11 meses por ação do sítio de Atibaia

Por
Estadão Conteúdo

Juíza classificou situação de "grave", sobre ataques cibernéticos a magistrados

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A juíza federal Gabriela Hardt, substituta do ex-juiz Sergio Moro na Operação Lava Jato, relatou que também teve seu aplicativo Telegram invadido por hackers. A invasão teria ocorrido no mesmo período em que os aparelhos telefônicos de procuradores da República foram alvos de supostos ataques cibernéticos criminosos. Hardt impôs ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pena de 12 anos e 11 meses na ação envolvendo o sítio de Atibaia, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Trata-se da segunda condenação de Lula na Lava Jato em Curitiba.

Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira, Hardt relatou que "não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas". A invasão foi comunicada à Policia Federal que apura os casos. Hardt diz na nota que "entende que a invasão de aparelhos de autoridades públicas é um fato grave que atenta contra a segurança de Estado e merece das autoridades brasileiras uma resposta firme".

Responsável por substituir Moro e o atual titular da 13ª Vara Federal em Curitiba, Luiz Antônio Bonat, a magistrada afirmou esperar "que o Poder Judiciário, do qual faz parte, perceba tal gravidade e adote medidas firmes para repelir tais condutas". Nesta quarta-feira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Leite Valeixo, solicitando a unificação da investigação em relação aos ataques cibernéticos criminosos.

A Procuradoria-Geral da República afirma "considerar necessário adotar uma linha de investigação que possa esclarecer, além do modo de atuação criminoso, os motivos e eventuais contratantes de um ataque cibernético sistemático contra membros do MPF, principalmente aqueles que atuam nas Forças-Tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro e Curitiba".