Líder do PMDB no Congresso e denunciado em oito processos abertos pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento nos casos da Operação Lava Jato, Carf e Belo Monte, Romero Jucá (PMDB) participou de um encontro com prefeitos eleitos em Porto Alegre neste sábado e garantiu que não “há crise no governo” do seu padrinho político e presidente da República, Michel Temer. Para o político, o “conflito político” gerado por Geddel Vieira Lima com Marcelo Calero não irá impedir que o governo federal aprove as medidas encaminhadas para o Congresso Nacional.
“O governo não vive uma "crise política. Ele vive um momento de conflito político que não interfere em nada, nem no sistema de governo, nem na forma de governar, muito menos na votação do Congresso. O Senado está tranquilo, vamos aprovar a PEC dos Gastos. Ela será promulgada no dia 15 de dezembro, antes do Senado entrar em recesso”, afirmou o ex-ministro de Temer.
Jucá revelou ainda que o partido quer mais do que apenas a aprovação dos gastos e defende que o Congresso trabalhe durante o recesso parlamentar. “O PMDB defende que haja uma autoconvocação a partir de 10 de janeiro, para que possamos votar mais algumas matérias da pauta econômica e também dar andamento a Reforma da Previdência, que é fundamental”, declarou o líder do governo.
Romero Jucá nega que o presidente Michel Temer tenha pressionado o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, para a aprovação de um empreendimento imobiliário na Bahia, onde Geddel Vieira Lima (PMDB) teria comprado um apartamento na planta e exigia velocidade na aprovação. “Geddel defendia o laudo da Bahia e o Calero o nacional. O que o presidente Temer fez foi atuar como presidente da República. Primeiro falou com os dois ministros, tentar arbitrar um confronto administrativo e que, caso houvesse dúvida jurídica, que fosse encaminhada a Advocacia-Geral da União, órgão específico que constitucionalmente definido para arbitrar qualquer disputa entre órgãos públicos”, revelou Jucá. “O presidente Michel é um constitucionalista. É um homem sério. Tranquilo. Fino. Jamais enquadraria ou exporia qualquer ministro ao constrangimento de mandar tomar uma decisão que fosse contra o aspecto técnico”, complementou sobre o tema.
O líder do PMDB no Congresso afirmou que o partido ainda não tomou uma decisão sobre a anistia do caixa 2, mas garantiu que o presidente Michel Temer irá “parar” qualquer lei do tipo. Jucá compartilha da opinião do mandatário máximo do país. “Eu sou a favor da criminalização do Caixa 2”, garantiu Jucá.
Jucá nega crise política e defende Temer de acusação de Calero
Líder do PMDB garantiu que o "fino" Michel Temer jamais enquadraria ministros contra decisões técnicas