O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, recebeu nesta segunda denúncia contra nove investigados, seis deles ligados à empreiteira OAS. O doleiro Alberto Youssef , Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, e Waldomiro de Oliveira, ligado ao doleiro, também passam à condição de réus na ação penal.
Com a decisão, responderão a ação penal José Adelmário Filho, Waldomiro de Oliveira, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, José Ricardo Nogueira Breghirolli, Fernando Augusto Stremel Andrade e João Alberto Lazzari. Todos são ligados a OAS. De acordo com o juiz, há provas e depoimentos de delação premiada, feitos por Youssef e Paulo Roberto Costa, de que os contratos assinados entre empreiteira e empresas controladas pelo doleiro foram feitos sem a comprovação da prestação dos serviços.
"Em decorrência do esquema criminoso, os dirigentes da OAS teriam destinado pelo menos 1% sobre o valor dos contratos e aditivos à Diretoria de Abastecimento da Petrobrás. Parte dos valores foi paga a Paulo Roberto Costa, enquanto ele ainda era diretor de Abastecimento, e outro montante após a saída dele", afirmou o juiz.
Na semana passada, o Ministério Público Federal no Paraná denunciou 36 pessoas investigadas na sétima fase da Operação Lava Jato. A maioria delas é ligada às empreiteiras. A Agência Brasil entrou em contato com a OAS e aguarda retorno.
Juiz abre ação penal contra dirigentes da OAS investigados na Lava Jato
Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa passaram à condição de réus