O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, deve decidir nesta terça-feira se os detidos na sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF) terão as prisões prorrogadas. O prazo de cinco dias das prisões temporárias vence nesta terça-feira. Entre os detentos que cumprem prisão temporária está o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. O magistrado aguarda manifestação da PF e do Ministério Público para decidir a questão.
Os executivos presos na sexta-feira vão continuar prestando depoimento na Superintendência da PF em Curitiba. Hoje, os delegados devem fazer a oitiva de diretores ligados às empreiteiras UTC e Camargo Correa. Dos 25 mandados emitidos pelo juiz, 23 foram cumpridos. Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, e Adarico Negremonte Filho continuam foragidos.
Na decisão, assinada nessa segunda, Sérgio Moro decidiu rejeitar pedido para soltar os presos antes de receber da PF detalhes sobre os depoimentos e das provas colhidas nas diligências realizadas.
"Não há, por ora, e pela própria extensão da operação deflagrada na última sexta-feira, também maiores informações a respeito de quem já foi ouvido e do teor dos depoimentos prestados pelos custodiados, o que também impede avaliação quanto à necessidade ou não de novas medidas investigatórias nos próximos dias. Assim, mais razoável aguardar os posicionamentos da autoridade policial e do Ministério Público Federal", decidiu o juiz.
Delatores acusam atual diretor da Petrobras
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef afirmam que o atual diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, recebeu “comissões” de empreiteiras contratadas pela estatal. Cosenza substituiu Costa na diretoria, em abril de 2012, e assinou ao menos sete contratos de R$ 2,6 bilhões com empresas citadas na operação Lava Jato como integrantes do cartel de fornecedores da companhia.
Petrobras confirma pagamento de propina
A presidente da Petrobras, Graça Foster, confirmou nessa segunda-feira que a empresa holandesa SBM Offshore, com quem mantém contratos de locação de plataformas, confessou ter pago propina a funcionários da estatal para conseguir contratos. A empresa estrangeira, no entanto, não indicou quem subornou, tampouco os valores da operação e não poderá mais participar de licitações da estatal, destacou Graça Foster.
A Petrobras tinha instalado uma Comissão Interna de Apuração para investigar a denúncia, à época em que surgiu, em fevereiro, e incluiu viagens aos Estados Unidos e à Holanda. Porém, não conseguiu comprovar ilegalidades. Nesta segunda-feira, em entrevista para justificar o adiamento da divulgação do balanço contábil, Graça Foster revelou que, após o término das investigações internas se deparou com uma prova irrefutável do suborno.
Juiz decide hoje se prisões da Lava Jato serão prorrogadas
Delegados devem fazer oitivas de diretores ligados às empreiteiras UTC e Camargo Correa