Política

Juiz mantém prisão de ex-executivo da Odebrecht envolvido na Lava Jato

Sergio Moro converteu prisão temporária de Alexandrino Alencar em preventiva

Sérgio Moro converteu prisão temporária de Alexandrino Alencar em preventiva
Sérgio Moro converteu prisão temporária de Alexandrino Alencar em preventiva Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP
O juiz federal Sérgio Moro decidiu, nesta quarta-feira, manter a prisão do ex-diretor da Odebrecht Alexandrino Alencar, preso na última sexta-feira na décima quarta fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF). O juiz converteu a prisão temporária em preventiva, por entender que existem riscos para a manutenção da ordem pública e as investigações. Moro explicou que depoimentos de delação premiada confirmam a atuação de Alexandrino na cobrança de propina em contratos com a Petrobras.

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"Além das provas em geral do envolvimento da Odebrecht no esquema criminoso de cartel, ajuste de licitações e de propina, há prova material de proximidade entre Alberto Youssef e Alexandrino Alencar, como já consignei na decisão anterior, o que nessa fase é suficiente como prova de corroboração dos depoimentos dos colaboradores quanto à sua participação específica nos fatos", disse o juiz.

O pedido de prisão preventiva foi requerido pelo Ministério Público Federal (MPF). Em depoimento complementar de delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa confirmou à PF que recebeu propina da petroquímica Braskem para agilizar a venda de nafta pela petroleira. Costa disse que, de 2006 a 2012 recebeu, em média, de US$ 3 milhões a US$ 5 milhões por ano, em contas na Suíça. O ex-diretor da Petrobras disse que participou de reunião na qual estava presente Alexandrino Alencar, ex-executivo da Odebrecht, controladora da Braskem, para tratar dos pagamentos. O executivo pediu afastamento da empresa após ser preso.

Em nota, a Braskem garantiu que todos os pagamentos envolvendo a Petrobras foram feitos dentro da legalidade.  "Seguiram os preceitos legais e foram aprovados de acordo com as regras de governança da companhia. É importante ressaltar que, ao contrário de qualquer alegação de favorecimento da Braskem, os preços praticados pela Petrobras na venda de matérias-primas sempre estiveram atrelados às mais caras referências internacionais de todo o setor, prejudicando a competitividade da indústria petroquímica brasileira”, declarou a empresa.