A pedetista, que também é secretária-geral da sigla no Estado, disse em entrevista à Rádio Guaíba que recebe a notícia de forma tranquila e ressalta que não quis ofender a honra do parlamentar. “O deputado tem todo o direito de tomar a atitude que ele acha cabível. Apesar de que eu entendo que essa é uma discussão política. Em nenhum momento eu quis atacar a honra do deputado e em nenhum momento me referi a ele pessoalmente ou algo parecido”, defendeu-se.
O impasse foi provocado por duas mensagens publicadas no microblog da deputada. Juliana Brizola apoia uma renovação do diretório nacional e quer indicar o irmão, o ministro do Trabalho, Brizola Neto, à presidência do PDT. Por outro lado, Vieira da Cunha sustenta a permanência do ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi no comando.
A representação de Vieira da Cunha foi recebida pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Marcelo Dornelles, e será analisada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos. O deputado decidiu não se manifestar mais publicamente sobre o assunto.
Para o presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Jr, a discussão entre os membros do partido não será valorizada. “Eu acho que o fórum dessas questões fica nas questões pessoais, não nas políticas. Nós não vamos valorizar isso porque temos um enorme contexto pela frente de um debate profundo que o partido deve fazer. Nós vamos respeitar as posições de cada um, tanto do ofendido quanto do ofensor, nesta condição. E eu vou colocar meu esforço físico e intelectual na outra questão, que é muito mais importante na organização partidária”, ponderou.