O doleiro Alberto Youssef, investigado na Operação Lava Jato, foi absolvido nesta terça-feira do crime de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico. De acordo com a Justiça Federal no Paraná, o juiz Sérgio Moro, responsável pelo julgamento do caso, seguiu o entendimento do Ministério Público Federal e da defesa de que Youssef cedeu seu escritório para recebimento e entrega de dinheiro, sem saber que se tratava de transação de tráfico de drogas. O doleiro continua preso por envolvimento em outros processos.
Na mesma sentença, a primeira das dez ações originadas da Operação Lava Jato, Moro condenou René Luiz Pereira, Carlos Habib Chater e André de Catão de Miranda pelo crime de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Segundo a Justiça Federal, 124 mil dólares foram enviados da Europa para o Brasil, com o uso de contas de um posto de gasolina em Brasília e uma empresa de fachada em Curitiba. Do Brasil, o dinheiro seguiu para a Bolívia para pagamento de fornecedores de drogas. René Pereira também foi condenado pelo crime de evasão fraudulenta de divisas para o território boliviano.
Chater foi condenado a cinco anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, Miranda, a quatro anos de reclusão, inicialmente no sistema semiaberto, e Pereira a 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Cabe, no entanto, recurso contra a sentença.
A Justiça Federal no Paraná informou ainda que dois acusados - Sleiman Nassim El Kobrossy e Maria de Fátima Stocker - não foram encontrados para citação e são considerados foragidos. De acordo com a Justiça, existem informações de que Maria de Fátima está presa na Europa.
Justiça absolve Youssef na primeira sentença da Lava Jato
Doleiro era acusado de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas<br />