Política

Justiça do DF nega pedido de liberdade a Carlinhos Cachoeira

Bicheiro continuará preso no presídio da Papuda, em Brasília

Carlinhos Cachoeira e o advogado dele, Márcio Thomaz Bastos, em depoimento à CPI em maio
Carlinhos Cachoeira e o advogado dele, Márcio Thomaz Bastos, em depoimento à CPI em maio Foto : José Cruz / Abr / CP
A Justiça do Distrito Federal negou nesse sábado o pedido de liberdade movido pela defesa do contraventor goiano, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que permanece preso no presídio da Papuda, na capital federal. O desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Sérgio Bittencourt, indeferiu o pedido de habeas corpus referente à Operação Saint Michel, desencadeada pela Polícia Civil, um desdobramento da Operação Monte Carlo da Polícia Federal.

O advogado de Cachoeira, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, ressaltou em seu pedido o fato de a juíza ter revogado a prisão preventiva do diretor da empresa Delta Construções no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, entre outros envolvidos, como Dagmar Alves Duarte e Wesley Clayton da Silva, co-denunciados a quem a decisão teria sido estendida e que os mesmos motivos justificariam a revogação da prisão do seu cliente.

No entanto, para o desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) Sérgio Bittencourt, responsável pelo plantão desse sábado, há motivos devidamente destacados pela juíza que justificam o tratamento diferenciado nos casos, e que a revogação da prisão decretada pela Justiça Federal não tem o "condão de interferir análise do presente caso, na medida em que se trata de investigações e processos diversos".

Preso desde 29 de fevereiro, Cachoeira conseguiu um habeas corpus do desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF). O magistrado entendeu que não há mais motivos para manter o empresário preso devido à Operação Monte Carlo, que investigou um suposto esquema de corrupção, tráfico de inflência e exploração ilegal de jogos no Centro-Oeste.

A Operação Saint-Michel foi iniciada no Distrito Federal, com material apurado na Monte Carlo, quando o grupo de Cachoeira foi investigado por suspeita de fraude na licitação que selecionou o operador do sistema de bilhetagem eletrônica do sistema de transporte coletivo do DF. A operação, do MPDFT e da Polícia Civil do Distrito Federal, foi deflagrada em abril.

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