O advogado de Cachoeira, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, ressaltou em seu pedido o fato de a juíza ter revogado a prisão preventiva do diretor da empresa Delta Construções no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, entre outros envolvidos, como Dagmar Alves Duarte e Wesley Clayton da Silva, co-denunciados a quem a decisão teria sido estendida e que os mesmos motivos justificariam a revogação da prisão do seu cliente.
No entanto, para o desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) Sérgio Bittencourt, responsável pelo plantão desse sábado, há motivos devidamente destacados pela juíza que justificam o tratamento diferenciado nos casos, e que a revogação da prisão decretada pela Justiça Federal não tem o "condão de interferir análise do presente caso, na medida em que se trata de investigações e processos diversos".
Preso desde 29 de fevereiro, Cachoeira conseguiu um habeas corpus do desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF). O magistrado entendeu que não há mais motivos para manter o empresário preso devido à Operação Monte Carlo, que investigou um suposto esquema de corrupção, tráfico de inflência e exploração ilegal de jogos no Centro-Oeste.
A Operação Saint-Michel foi iniciada no Distrito Federal, com material apurado na Monte Carlo, quando o grupo de Cachoeira foi investigado por suspeita de fraude na licitação que selecionou o operador do sistema de bilhetagem eletrônica do sistema de transporte coletivo do DF. A operação, do MPDFT e da Polícia Civil do Distrito Federal, foi deflagrada em abril.