Preso desde meados de novembro após condenação no mensalão, o ex-chefe da Casa Civil vai receber R$ 2,1 mil pelo trabalho, caso seja aceito. No início de dezembro, ele desistira de outro emprego, para ser gerente de um hotel em Brasília com salário de R$ 20 mil. Criticou, por meio de advogados na ocasião, ter sido alvo de um "linchamento midiático"
A análise do pedido de Dirceu para trabalhar no escritório de advocacia havia sido suspensa no final do mês após a imprensa ter revelado que o ex-ministro teria usado um aparelho celular no Complexo Penitenciária da Papuda, na capital.
Uma apuração interna da cadeia concluiu que o fato era "inverídico" e, mesmo sem ter ouvido Dirceu, determinou o arquivamento do caso. A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, entretanto, mandou a Subsecretaria do Sistema Penitenciário de Brasília e o presídio refazerem a investigação. Não se sabe se essa apuração já foi concluída.
Questionado se espera uma decisão favorável da Justiça sobre o pedido de trabalho do seu cliente, o defensor de Dirceu preferiu não comentar. "Não falo nada, eu aguardo, não tenho expectativa. Vou recorrendo quando negam (os pedidos) e fico em silêncio quando ganho", disse.
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