Política

Justiça condena vereador de Ernestina por injúria racial e determina perda de mandato

Juliano Arend (PSDB) foi sentenciado a quatro anos de prisão em regime aberto após fala racista proferida na tribuna da Câmara em 2022. Cabe recurso

O episódio envolve o vereador Juliano Arend (PSDB) e uma moradora do município
O episódio envolve o vereador Juliano Arend (PSDB) e uma moradora do município Foto : Reprodução / CP

Um vereador de Ernestina, na região norte do Rio Grande do Sul, foi condenado por injúria racial pela 3ª Vara Criminal de Passo Fundo. O episódio, que envolve o vereador Juliano Arend (PSDB) e uma moradora do município, aconteceu em 2022.

Na ocasião, Arend usava a tribuna da Câmara de Vereadores para relatar que estava sendo vítima de ameaças. Durante sua fala, afirmou: “Eu não tenho medo de feijão, feijão não me assusta”. A sessão estava sendo transmitida pelas redes sociais do Parlamento.

A moradora entrou com um processo e a Justiça entendeu que a fala do vereador teve cunho racista. Segundo a decisão, o acusado utilizou sua função pública e o espaço da Câmara para ofender a vítima em razão da cor de sua pele.

O vereador foi sentenciado a quatro anos de prisão, a serem cumpridos em regime inicial aberto, além do pagamento de multa à vítima. A sentença também determinou a cassação do seu mandato. Ele pode recorrer à decisão.

A reportagem entrou em contato com a defesa do vereador e com a Câmara de Ernestina para averiguar a situação do mandato, mas ainda não obteve retorno. O espaço permanece aberto.