Política

Líder do governo admite derrota e fala em reverter no Senado

José Guimarães conversou com jornalistas na Câmara dos Deputados

Líder do governo admitiu derrota na Câmara
Líder do governo admitiu derrota na Câmara Foto : Antonio Augusto / Câmara dos Deputados / Divulgação / CP
O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT), admitiu a derrota na votação para abertura do impeachment da presidente Dilma Rousseff neste domingo. A jornalistas no Salão Verde da Câmara, ele afirmou que agora a luta será para impedir o afastamento de Dilma no Senado.

"Perdemos porque os golpistas foram mais fortes. Reconhecemos a derrota, mas de cabeça erguida. Estamos firmes, e este país vai se levantar contra esses golpistas que não têm voto, e muito menos condições de governar o país", disse o líder do governo.

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Guimarães adiantou que a estratégia dos governistas será, em um primeiro momento, concentrar esforços no Senado, e, com a ajuda do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, acionar também o Judiciário. "Os golpistas venceram aqui na Câmara, mas a luta continua nas ruas e no senado, que pode corrigir essa ação dos golpistas que foram capitaneados por aqueles que não têm autoridade moral para falar em ética", afirmou Guimarães.

Para o deputado, reconhecer essa derrota provisória não significa dizer que a luta terminou. "A guerra não terminou. Vamos agora discutir o mérito no Senado Federal." "Nossas expectativas são de que o país se levante e continue a lutar. Não somos de recuar, ou nos abater por esta derrota momentânea. As ruas estão conosco e temos condições de virar o jogo no Senado. O mundo inteiro começa a se mobilizar. Não é possível aprovar impedimento de uma presidente que não cometeu nenhuma ilegalidade. É um desrespeito a 54 milhões de pessoas que votaram na presidenta. A luta está apenas começando. A guerra será lenta, gradual, segura e prolongada, até porque o vice-presidente (Michel) Temer não reúne a menor condição de comandar o país", afirmou o líder.

Guimarães acrescentou que, assim que o processo for concluído, vai se encontrar com a presidenta "para dar um abraço nessa mulher valente que é a presidenta Dilma".