Política

Líder do MST ameaça protestos diários em caso de vitória de Marina

João Pedro Stédile participou de ato de campanha de Dilma Rousseff

Em tumultuado ato político em defesa da candidatura da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição, um dos líderes nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, prometeu nesta segunda-feira, no Rio, protestos diários em frente à Petrobras caso Marina Silva (PSB) seja eleita presidente da República.

Apesar de estar ao lado do ex-presidente Lula, Stédile criticou também o governo federal. “A dona Marina que invente de colocar a mão na Petrobras, que voltaremos aqui todos os dias”, disse Stédile, que se referiu a Marina como “aquela candidata que recua todo dia”. “Quem aqui deixa se enganar por ela? Ela quer ou não quer entregar o pré-sal?

Em maio, Stédile havia feito ameaças ao presidenciável do PSDB. “Só espero que não ganhe o Aécio Neves, porque aí seria uma guerra.” O gaúcho fez ainda uma crítica direta ao leilão da área de Libra, realizado em outubro de 2013 e defendido amplamente por Dilma. “Queremos que pare a terceirização, que parem os leilões.” Logo depois, entretanto, Stédile fez campanha para a presidente: “Temos de voltar a eleger a companheira Dilma, que é a única capaz de defender o pré-sal”.

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