Até mesmo nos quadros do PSDB a notícia de que o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do ex-presidente Lula gera cautela. O líder dos Tucanos no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), pediu prudência na avaliação do caso. "Vivemos um momento incomum na vida nacional", definiu.
“Não estão presentes os fundamentos que autorizam o pedido de prisão preventiva, até porque o Ministério Público Federal e a Polícia Federal fizeram buscas e apreensões muito recentemente buscando provas", avaliou.
Os promotores Cássio Conserino e José Carlos Blat detalharam em entrevista coletiva nesta quinta-feira as denúncias contra Lula pelo caso do tríplex. O ex-presidente e mais 15 pessoas, entre elas a mulher, Marisa Letícia, e o filho mais velho do casal, Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, foram enquadrados por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Em 2006, quando se reelegeu presidente, Lula declarou à Justiça eleitoral possuir uma participação em cooperativa habitacional no valor de R$ 47 mil. A cooperativa é a Bancoop que, com graves problemas de caixa, repassou o empreendimento para a OAS. A Polícia Federal e a Procuradoria da República suspeitam que a empreiteira pagou propinas a agentes públicos em troca de contratos fraudados na Petrobras.
Líder do PSDB prega "prudência" na avaliação de pedido de prisão de Lula
Cássio Cunha Lima avaliou que "não há fundamentos que autorizam" a detenção preventiva