Mesmo com uma convenção estadual do PCdoB em curso na Capital para projetar as eleições municipais de 2016, a presidente estadual da legenda Manuela D'Ávila negou que o evento esteja sendo organizado para discutir a indicação do nome dela à prefeitura de Porto Alegre. Líder em uma pesquisa eleitoral divulgada em início de maio, ela sustenta que a preocupação do momento é o debate em torno das dificuldades econômicas do país, o que deixa o pleito do ano que vem em segundo plano.
O encontro ocorre, também neste sábado, no Hotel Embaixador, com a presença da deputada federal Luciana Santos (PE) – que, na próxima semana, se torna a primeira mulher a assumir o comando nacional do partido. A resistência de Manuela em abordar uma candidatura própria comunista ao Paço Municipal ocorre mesmo que o eleitorado demonstre uma preferência inicial pelo nome dela. “Me sinto honrada com essa posição, mas existem outros nomes no PCdoB e uma coligação de esquerda não está descartada. São dois cenários que devemos analisar, de candidatura própria ou de eventual apoio, não sou candidata, nada está definido”, enfatizou.
Uma pesquisa elaborada por um instituto do Paraná revelou que, até outubro, Manuela deve permanecer à frente na corrida pela Prefeitura. A dianteira, porém, é vista como precoce entre os comunistas. Manuela já foi derrotada em outras disputas e, na última, José Fortunati, do PDT, se consagrou prefeito ainda no primeiro turno.
Líder em pesquisa, Manuela diz não ser candidata natural à prefeitura
Deputada afirmou que coligação de esquerda ainda não está descartada em Porto Alegre