O depoimento teve duração de quase seis horas. Ferst declarou que ocorreu superfaturamento na contratação de empresas terceirizadas para a realização de exames da carteira de motorista e que parte do dinheiro seria destinado ao PMDB e ao PP. Também relatou que, a pedido do Professor José Antonio Fernandes, contratou mais empresas para incrementar os repasses. Desta forma, várias pessoas receberiam propina.
O advogado de Fernandes, Ciro Schmitz, enfatizou que todas as colocações de Ferst são infundadas. Uma carta de Ferst, chegou a ser usada para indiciar a ex-governadora Yeda Crusius. Nela, estavam relatos do uso de caixa dois na campanha eleitoral de 2006, irregularidades na compra da casa da governadora e arrecadação de propinas por agentes públicos.