Política

Lava Jato denuncia Paulo Preto por propinas de R$ 27 milhões em São Paulo

Suposto operador do PSDB teria exigido até 5% de empreiteiras nas obras viárias

Suposto operador do PSDB teria exigido propina em obras viárias
Suposto operador do PSDB teria exigido propina em obras viárias Foto : CP Memória

A força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo denunciou nesta sexta, o ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A acusação aponta que o suposto operador do PSDB exigiu, entre 2007 e 2010, propinas de 0.75% a 5% do valor medido em obras viárias daquele estado. A nova denúncia já foi recebida pelo juiz federal Diego Paes Moreira.

Segundo os procuradores, de um montante de R$ 126 milhões atribuídos a Vieira de Souza em contas da offshore Groupe Nantes na Suíça, de sua propriedade, pelo menos R$ 27 milhões seriam oriundos de esquema de corrupção durante sua gestão na Dersa.

O ex-diretor da empresa responsável por empreendimentos bilionários de governos do PSDB foi preso no dia 19 de fevereiro na Operação Ad Infinitum, fase 60 da Lava Jato. Nesta quinta, a juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo condenou Vieira de Souza a 27 anos de prisão - 7 anos em regime fechado e 20 anos em semiaberto - em ação por cartel e fraude a licitações do Rodoanel Sul e obras da Prefeitura paulistana.

Vieira de Souza sempre negou a prática de ilícitos.