A decisão do Tribunal Superior Eleitoral, adotada em novembro do ano passado, definindo novos prazos para o início da campanha eleitoral, reduzindo o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, está represando o debate sobre alianças para o pleito de outubro deste ano. O TSE encurtou a propaganda de rádio e TV de 45 para 35 dias e empurrou a data das convenções para o final de julho e início de agosto, com os registros dos candidatos de prefeito, vice-prefeito e vereador indo também até 15 de agosto.
Mas não é só essa a razão das campanhas não estarem ainda no radar do eleitor e mesmo dos políticos. Os dois principais entraves para as campanhas chamam-se Lava Jato, com seus pedidos de prisões, e a indefinição sobre o impeachment. Afinal, ninguém pode garantir neste momento que Michel Temer (PMDB) continuará na Presidência e, mais ainda, se uma eventual aliança com partidos implicados nas denúncias será útil para eleger algum candidato. Neste momento, só as siglas menores se movimentam nos bastidores.
Lava Jato trava definição de alianças para eleições municipais
Movimentação nos bastidores têm sido feitas por partidos menores