Política

LDO deve monopolizar sessão da Assembleia Legislativa nesta terça-feira

Repasse para saúde devem voltar ao debate, mesmo que tenham sido reprovados durante comissão

Prazo para aprovação obriga votação da LDO nas próximas duas semanas
Prazo para aprovação obriga votação da LDO nas próximas duas semanas Foto : Raul Pereira/ALRS/CP

Com pausa programada para o dia 14 de julho, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) deve debater o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) e o relatório da CPI dos Pedágios nas próximas duas semanas. O recesso parlamentar fará com que os trabalhos do legislativo gaúcho retornem ao pleno funcionamento em 16 de agosto.

Como o PLDO precisa ser aprovada até 15 de julho, é consenso entre base e oposição que o projeto é a prioridade desta semana, deixando o relatório da CPI dos Pedágios para a última sessão antes do recesso, no dia 14 de julho. “Desde a semana passada, em virtude dos prazos e da importância, alinhamos que daremos prioridade a LDO”, comentou o deputado Frederico Antunes (PSD).

O que esperar do debate da LDO

Apesar da aprovação da redação pela pela Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle na última quinta-feira (2), o PLDO deve ser o ponto central dos debates na sessão desta semana. Durante a negociação das emendas na comissão, houveram algumas surpresas que acabaram sendo incluídas no texto da LDO.

Entre as surpresas, está a emenda que possibilita o pagamento de diferenças retroativas de anuênio, triênio, quinquênio, sexta-parte, licença-prêmio e outras premiações do serviço público, que estão paralisadas desde a pandemia. Apelidada de “Descongela”, a emenda não tinha parecer favorável do relator Juvir Costella (MDB), mas foi incluída na lista de emendas favoráveis após uma breve negociação entre os parlamentares.

A expectativa é de que a emenda seja incluída sem maiores problemas, visto que a secretária da Fazenda do Estado, Pricilla Maria Santana, indicou que o ajuste pode ocorrer sem fragilizar de forma significativa o orçamento. Apesar do sinal verde da Secretária da Fazenda do RS (Sefaz-RS), membros da oposição à direita veem a inclusão com certo receio. “Mesmo que pague os retroativos, tu não consegue resolver o problema por completo, ainda mais fazendo um comprometimento a longo prazo”, comentou o deputado Felipe Camozzato (Novo), que é líder da oposição à direita na ALRS.

Outra emenda que surpreendeu foi redigida e defendida pelo deputado Joel Wilhelm (PP), que se refere a aplicação dos aportes orçamentários voltados a melhorias e reformas em rodovias. No texto, orienta-se que esses repasses sejam preferencialmente direcionados a órgãos estatais componentes, como a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). Na ocasião, mesmo com o voto contrário dos deputados da base governista, a emenda foi incluída.

Repasses para a saúde podem voltar ao foco

Mesmo após não ter sido incluída durante a reunião da comissão, a ala da esquerda deve tentar incluir novamente o debate sobre a aplicação dos 12% constitucionais na área da saúde já para 2027. Atualmente, há um acordo firmado pelo Estado com o Ministério Público para que os repasses constitucionais em saúde sejam atingidos de forma gradual até 2030.

Durante o debate na Comissão de Finanças já houveram atritos entre Rossetto e Antunes. Rossetto alegava uma demora para que o estado atingisse o piso, enquanto Antunes rebatia direcionando a culpa das dificuldades do orçamento da saúde para defasagem da tabela SUS, indicando que caberia ao governo federal petista atualizar os valores.