Política

Lei da Palmada é aprovada em comissão do Senado e deve ir à votação nesta quarta

Apresentadora Xuxa foi ao Senado para defender aprovação da lei

Xuxa foi ao Senado para defender aprovação da lei
Xuxa foi ao Senado para defender aprovação da lei Foto : Marcos Oliveira / Agência Senado / CP
O projeto que trata da Lei da Palmada foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos do Senado, a última necessária antes da votação em plenário. Após muita polêmica, a matéria deve ser avaliada ainda nesta quarta-feira pelos senadores.

Mais cedo, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), compareceu à reunião da comissão para pedir aos colegas que aprovassem o projeto e garantiu que concederá todo o espaço e tempo necessário para a discussão do assunto durante a votação em plenário.

Após a intervenção do presidente, foi concedida vista de uma hora e, ao retornar do intervalo, os senadores aprovaram a matéria em votação simbólica. A apresentadora Xuxa Meneghel, uma das principais defensoras do projeto, chegou ao Senado logo após a aprovação na comissão e pretende acompanhar a deliberação final mais tarde. Xuxa também havia acompanhado a votação do projeto na Câmara dos Deputados, há duas semanas.

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A apresentadora disse que muitas pessoas perguntam se quem der palmada em uma criança irá para a prisão, com a lei. "Não, de maneira nenhuma. É só para mostrar que as pessoas podem ensinar a criança sem usar a violência. É só isso que a gente está pedindo e isso que a lei faz", declarou. Xuxa disse que quer que as crianças sejam tratadas com os mesmos direitos dos adultos.

O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 58/2014 altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e prevê que eles sejam educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante. O texto define castigo como a “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em sofrimento físico ou lesão à criança ou ao adolescente”. Já o tratamento cruel ou degradante é definido como “conduta ou forma cruel de tratamento que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou o adolescente”.

 Chamado até então de Lei da Palmada, o projeto seguiu para o Senado com o nome de "Lei Menino Bernardo", em homenagem ao garoto Bernardo Boldrini, assassinado no Rio Grande do Sul. A aprovação na Câmara só foi possível após acordo com a bancada evangélica - que vinha obstruindo a votação do projeto nos últimos anos.

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