O secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Giovani Feltes, afirmou que a lei de recuperação fiscal trará um alívio apenas ao próximo governador eleito no Estado. Em entrevista à Rádio Guaíba na manhã desta quarta-feira, o secretário comentou sobre o benefício que o texto, aprovado na Câmara dos Deputados na noite dessa terça-feira, traria ao governo Sartori.
"A renegociação da dívida foi uma conquista que tivemos em 2016. Agora estamos na fase do regime da recuperação fiscal, que dentre os benefícios que o Rio Grande do Sul pode ter é pagar as parcelas da dívida com a União. Até o final do governo Sartori, isto representa por volta de R$ 3,7 bilhões o tanto que se considerarmos o que temos hoje", disse, mas ressaltou que isso deve demorar até acontecer. "Vai levar um bom tempo para isso ser aprovado no Senado, ser sancionado pelo Presidente da República e também ser acolhido pela Assembleia Legislativa. O próximo governador do Estado é que vai ter um amplo benefício e vai ter um tempo bastante significativo para pagar os R$ 300 milhões mensais que é o serviço de prestação da dívida para com União", acrescentou.
Segundo Feltes, a lei de recuperação fiscal seria essencial e ajudaria a pagar as dívidas atrasadas do Estado. "O fato é que nós ao longo dos últimos 45 anos, 38 anos gastamos mais do que arrecadamos, empurramos com a barriga pegando empréstimo, não pagando o precatório, pegando recursos de bilhões em depósitos, endividando o Estado até não puder mais pegar empréstimo", disse.
"Aprovando os projetos na Assembleia Legislativa, o Rio Grande do Sul vai poder aderir ao regime de recuperação fiscal e teria aprovação dos retroativos, e um agente ou um banco poderia emprestar dinheiro para o Estado. E no somatório destes R$ 3 bilhões que deixamos de pagar agora até o final do governo Sartori, e com ingresso de novos recursos destes ativos, certamente o Rio Grande do Sul poderia pagar as suas contas em dia", relatou.
Lei de recuperação fiscal beneficiaria apenas próximo governo do RS, diz Feltes
Segundo Feltes, o texto pode demorar para ajudar a pagar as contas do governo Sartori