Política

Lei de recuperação fiscal beneficiaria apenas próximo governo do RS, diz Feltes

Segundo Feltes, o texto pode demorar para ajudar a pagar as contas do governo Sartori

Lei de recuperação fiscal beneficiaria apenas próximo governo do RS, diz Feltes
Lei de recuperação fiscal beneficiaria apenas próximo governo do RS, diz Feltes Foto : Daniela Barcellos / Palácio Piratini / CP Memória
O secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Giovani Feltes, afirmou que a lei de recuperação fiscal trará um alívio apenas ao próximo governador eleito no Estado. Em entrevista à Rádio Guaíba na manhã desta quarta-feira, o secretário comentou sobre o benefício que o texto, aprovado na Câmara dos Deputados na noite dessa terça-feira, traria ao governo Sartori.  

"A renegociação da dívida foi uma conquista que tivemos em 2016. Agora estamos na fase do regime da recuperação fiscal, que dentre os benefícios que o Rio Grande do Sul pode ter é pagar as parcelas da dívida com a União. Até o final do governo Sartori, isto representa por volta de R$ 3,7 bilhões o tanto que se considerarmos o que temos hoje", disse, mas ressaltou que isso deve demorar até acontecer. "Vai levar um bom tempo para isso ser aprovado no Senado, ser sancionado pelo Presidente da República e também ser acolhido pela Assembleia Legislativa. O próximo governador do Estado é que vai ter um amplo benefício e vai ter um tempo bastante significativo para pagar os R$ 300 milhões mensais que é o serviço de prestação da dívida para com União", acrescentou. 

Segundo Feltes, a lei de recuperação fiscal seria essencial e ajudaria a pagar as dívidas atrasadas do Estado. "O fato é que nós ao longo dos últimos 45 anos, 38 anos gastamos mais do que arrecadamos, empurramos com a barriga pegando empréstimo, não pagando o precatório, pegando recursos de bilhões em depósitos, endividando o Estado até não puder mais pegar empréstimo", disse.

"Aprovando os projetos na Assembleia Legislativa, o Rio Grande do Sul vai poder aderir ao regime de recuperação fiscal e teria aprovação dos retroativos, e um agente ou um banco poderia emprestar dinheiro para o Estado. E no somatório destes R$ 3 bilhões que deixamos de pagar agora até o final do governo Sartori, e com ingresso de novos recursos destes ativos, certamente o Rio Grande do Sul poderia pagar as suas contas em dia", relatou.